16 de dezembro de 2009

Minha alma por um país escandinavo chato e aborrecido

Nada de pressa. Nada de urgência. Sejamos pacientes, não vamos nos precipitar! Sim, eu tive toda essa sensação de calmaria nesta semana depois que vi esse letreiro pregado na porta de uma loja:

Aberto a maior parte dos dias a partir das 9:00h ou das 10:00h, ocasionalmente a partir das 07:00h, mas alguns dias a partir do meio-dia ou das 13:00h. Fechamos por volta das 16:00h ou 17:00h, mas às vezes 23:00h ou meia-noite. Alguns dias nem sequer abrimos e, ultimamente, tenho estado aqui quase sempre, a não ser quando estou do outro lado.

Isso foi no sábado.
Na segunda-feira, sei lá porque, sonhei com uma oferta do diabo que me propôs: “Acabamos com a corrupção, destruímos os juros altos, não haverá mais inundações em São Paulo, vamos acabar com os mensaleiros, ninguém mais vai por dinheiro na meia. Mas você teria que me dar sua alma."
Bah, para dar minha alma bem que eu poderia pedir algo mais.  Eu poderia pedir alguma coisa que desse mais alegria a todos nós. Mas pedir o quê, por exemplo? Poderíamos pedir que o Brasil se tornasse um país escandinavo* sem bandido pondo fogo em ônibus, sem injustiça, sem exames fraudulentos do ENEM, sem gente falsificando remédios, sem crianças mortas por balas perdidas e com o povo bebendo da água do Tietê(!) limpa e saudável. Era isso! Minha alma por um país escandinavo*chato e aborrecido.
Recebi como resposta uma pergunta:
- Tem certeza de que é isso que quer em troca de sua alma?
Eu deveria saber que a adaptação seria difícil, a conversão da moeda, da língua, o frio... E que seria impossível preservar tudo aquilo que nos faz simpático de criativos e de divertidos... Enfim, brasileiros, no bom sentido. Sem bagunças, sem selvagens em estádios de futebol e claro, sem os escândalos dos políticos que se repetem como canções nos rádios.
- É, respondi. Chega dessa irresponsabilidade tropical, dessa impunidade nojenta, desse eterno adiamento de tudo, faça-nos escandinavos* já!
E o diabo pergunta:
- Tem certeza? Você quer já?
E eu respondi:
- Er, bem... Deixa pra depois do carnaval...

*Os países da Escandinávia têm uma clara política de transparência governamental. São formados por Suécia, Finlândia e a Noruega. Contudo, como é "cortado" ao meio pelo Círculo Polar Ártico, no inverno faz -30º fácil, fácil... Bora pra lá!

13 de dezembro de 2009

Tem político ofendido ao ser chamado de incorruptível...

A corrupção anda tão generalizada que tem político ofendido ao ser chamado de incorruptível. Vá lá, digamos que concordo com isso.
Por que a corrupção não dá cadeia no Brasil? Ora, ora, ora... De hora em hora Deus melhora, e “vamo simbora” porque acabar com a corrupção é objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder e está de fora, mas esperando pela sua hora. Meus tempos são de banquete da impunidade; é só escolher entre o panetone e a pizza. Soube até que Papai Noel está indignado com o uso do seu pão doce preferido como desculpa nauseante. Não se conhece o reflexo desse episódio sobre as vendas de panetone este ano, o fato é que o folclore político, sobretudo do capítulo de “Delícias e Guloseimas do Poder”, o panetone assumiu o posto de prato principal, substituindo a velha pizza onde tudo terminava. Hum, tudo o que digo são os escândalos e rigorosos inquéritos abertos para apurar a interminável sequência de casos notórios de corrupção em todos os níveis da administração; depois da pizza, panetone! E tudo indica que o mensalão do governador vai acabar em panetone com muita fruta cristalizada. AH, eu disse fruta? Perdoem-me. Quis dizer truta. Alguém já viu algum corrupto atrás das grades devorando um panetone? Então sente e espere. O que esse tipo de político merece que o Papai Noel deixe em suas meias na noite de 24 de dezembro? Ah, são tantas sugestões...

7 de dezembro de 2009

Brasília, nossa capital, cai de podre.

           Brasilia cai de podre. É, realmente nunca se viu nada parecido. Um escândalo que não se resolve com impeachment do governador.
           Pois é Arruda,agora  você tem chances de comer o panetone que o diabo amassou. E logo senti um nojo dessa imensa trouxa de roupa suja que não conseguiram lavar em casa. A TV mostrou um monte
de imundices, sem que tivessem tempo de, os pais, tirarem as crianças da sala. Políticos enfiavam dinheiro nas cuecas, nas meias e o fedor passava através do vídeo, onde esses tristes personagens faziam uma montanha de meias e cuecas emporcalhadas, panos gordurosos, toalhas emboloradas, trapos , panos de chão sujos, lençóis com manchas suspeitas... e ninguém é preso, ninguém se demite,  ninguém sente vergonha. A culpa sempre é da herança maldita, todos flagrados e filmados falando sobre a necessidade de unificar a forma de pagamento de propinas a deputados e secretários de estado, enfim dessa catinga, dessa merdice que jamais ofendeu o nariz humano dali, dessa gosma fétida, amarela, da cor da nossa bandeira.
           Enfim, nasce a necessidade da não-renúncia a fim de não ser preso e tentar a reeleição, porque o povo não tem memória e sabe que a política é a mais antiga das profissões. Portanto se, nos destaques dos telejornais, o âncoras alertarem sobre uma matéria com deputados da nossa Casa, por favor, tirem as crianças da sala!

16 de novembro de 2009

Implicâncias

Você tem implicâncias? Pois bem, eu tenho. Pra que cargas d’água dizer marco regulatório? Para definir um conjunto de normas que regulam um serviço público realizado por empresas privadas, por que não dizer simplesmente regulamentação? Ou mesmo normas? Seja para energia, telefonia, pré-sal e o escambal... Por que hoje em dia a palavra pontual virou vírgula? Tudo é pontual, menos o tempo. E tenho a mesma implicância com a expressão risco de morte. Mataram o risco de vida. Pior do que risco de morte é a variante risco de morrer. O sujeito leva cinco tiros, vai pro hospital, é operado e o repórter da TV diz: “(...) não corre risco de morrer.” Hum, imagina se não corre...
Saindo um pouco do terreno das expressões, qual o objetivo para que os jogadores fiquem perfilados nos gramados antes do jogo de futebol, enganando a si próprios, ruminando chicletes? Essa mania de interpretar o hino nacional não é legal. Em geral, versões rebuscadas do hino geram um desastre cívico, como o caso da Vanusa. E confesso, implico com a decisão do dirigente da Federação Paulista de executar o Hino Nacional antes de qualquer partida no estado (logicamente de SP), até mesmo São Joanense x Itapetinga, para um público de 23 pagantes e quase sempre é uma execução de verdade no sentindo fatal da palavra. Os jogadores, todos, fingem que cantam junto enquanto mascam chicletes e pensam no próximo contrato e, os torcedores, xingam a mãe do árbitro. Acha que é só? Implico mais. Implico com as pessoas que vão ao teatro somente para tossir, implico com o horário gratuito de políticos (embora eu os ache uma diversão e tanto!) prometendo trabalhar para a saúde, educação, segurança, como se fosse possível trabalhar contra tudo isso; implico com os discursos na Câmara do Suplicy (aí é demais!), implico com o trânsito irracional das marginais, implico com a faculdade que fez a estupidez de expulsar a moça do vestido curto (e sentiu-se obrigada em aceitá-la de volta...), implico com a impunidade permanente das invasões bárbaras do MST, implico com os bandidos e... Bom, acho melhor não implicar com eles não. E também paro por aqui, antes que vocês impliquem comigo!

28 de outubro de 2009

Tempos difíceis para os sonhadores

Tempos difíceis para os sonhadores, esses loucos
Que insistem em ver além do que permite a visão
E dar cordas com asas para uma imaginação
Buscando prazeres e os tendo assim tão poucos.

Que farão eles com esses dias duramente reais?
Vão se trancar num castelo montês e sonhar
E sonhar procurando do mundo se ocultar
Perdendo em seus sonhos cada vez mais?

O mundo bate à porta, os sonhos, tacitamente,
Estão proibidos por lei que não está escrita
E eles, quando vão se render a isso? Quando?

Não se sabe, mas se sabe que essa gente
Sonhadora insiste em não dar por proscrita
A esperança enquanto eles estiverem sonhando.

Francisco Libânio

14 de outubro de 2009

O Quinto dos Infernos

Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção.Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto". Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.
O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que foi apelidado de "O Quinto dos Infernos".
A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".
Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2009 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...
Para que?
Para sustentar a corrupção, campanhas eleitorais, o PAC, o mensalão, o Senado e sua legião de "diretores", a festa das passagens, os cartões corporativos, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar no executivo, os salários de marajás, etc. etc.. etc..
Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar esta corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa.
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!

12 de outubro de 2009

Tempos de Tolerância Zero

Nós estamos vivendo no tempo da Tolerância Zero. Numa escola do interior de São Paulo, um menino gago de 9 anos é agredido por 5 colegas, todos com idade abaixo de 12 anos, a ponto dele parar no hospital. Um pouco mais perto de mim, uma moça no supermercado se queixa do número de caixas abertos. Eu também me irrito, eu também estou atrasado, também tenho compromissos e obrigações. Daí a moça me diz: Aquela fila é pra velho, a outra é pra gestante. E pros humanos, como nós, sobra o quê? Sobra só essa. É um absurdo isso, você não acha?
Mas a qual absurdo ela se refere? O mundo é desigual. Há mendigos e carrões, há mulheres com filhos no colo e com filhos no útero. Há também aquelas que abortam os filhos e não cuidam deles como mãe. Há “velhos” que furam as filas e há “velhos” que esperam pacientemente nas filas. Há também os velhos que se aproveitam das filas para fazer amigos. Há os meninos aprendizes de marginais e os meninos gagos. Há os presidentes de nações que negam o holocausto e os que defendem a delação dos imigrantes e os que se envergonham de seu passado nazista. Tudo isso faz parte desse mundo desigual, um mundo que caminha para um estado de cegueira, onde o difícil, ao que parece, é enxergar paz com quem se identificar.

7 de outubro de 2009

Yes, we can.


Yes, we can. Não, a frase nâo é do Obama. A frase é do presidente Lula que, ao que tudo indica, descobriu o segredo de Midas e transforma em ouro tudo o que toca; ou em ouro, ou em petróleo, ou em uma olimpíada. O ano de 2016 já começou. Foi uma decisão histórica? Foi. Foi histórica e emocionante, que levou às lágrimas o presidente da República; mas atenção! São apenas sete anos para fazer o que já se prometeu várias vezes.
Renovar o caótico trânsito, aumentar o número de hotéis, modernizar a infra-estrutura de segurança, construir e reformar as instalações esportivas. Mas não era pra eu estar feliz? Sim, muito! É uma oportunidade excepcional não só para o Rio entrar em uma nova era, como também para o próprio país deixar de pensar pequeno e deixar de ter o complexo de vira-lata. O Brasil está inserido definitivamente no Primeiro Mundo. Se não lutarmos para que isso realmente se concretize, perderemos a principal medalha de ouro de nossa história. O medo de que a corrupção nade de peito no bilionário orçamento das Olimpíadas Brasileiras é combatido com argumento de caráter prático. Se formos esperar pelo fim da corrupção, o Brasil não realiza sequer o Campeonato Mundial de Purrinha. O Comitê Olímpico Internacional não está para brincadeira. Seus membros exercerão sobre as aurotoridades do Rio uma tal vigilância sobre as metas exigidas, que a cidade necessariamente passará por uma transformação radical.
Espero que possamos chegar à cerimonia de encerramento de 2016 com uma medalha no pescoço em vez de um nariz de palhaço na cara. Eu confio. E você?

25 de setembro de 2009

Resposta do Rubinho



Emocionante...

12 de setembro de 2009

Corrida de Obstáculos

Estou impressionado com o fenômeno Usain Bolt, que correu 100 metros em 9,58s , desafiando os limites do ser humano. Só para efeitos de comparação, pessoas normais como nós, fariam o mesmo trajeto em 20 ou 25 segundos, não sei. Todos nós merecemos uma medalha de ouro olímpica todos os dias. Há alguns verbos que resumem a existência do homem sobre a Terra, como poder, querer, saber... E nos dias de hoje, um deles é correr. Porque nos tornamos todos uma espécie de Usain Bolt, à paisana. Não importa a situação. Corremos todos os dias. De manhã bem cedo corremos para nos arrumar, depois para não perder o horário do trabalho; corremos mesmo parados no trânsito, no metrô. Corremos para concluir as tarefas do dia e, no final do expediente, corremos para não perder o horário da aula na faculdade. Corremos quando a porta do elevador já está se fechando, afinal o próximo só sobe daqui 3 minutos; corremos da chuva que, com esse buraco na camada de ozônio, de repente transforma em caos um dia que parecia esplendoroso. Corremos dos juros, dos ladrões no farol, dos impostos, dos motoboys. Corremos dos fiscais, dos políticos e, porque não, dos chatos. Enfim, correr, correr. Mesmo que a vida pareça uma corrida de obstáculos, não somos pessimistas! É só lembrar que um dia lá pra trás a gente correu jogando bet, futebol, tudo sem se preocupar com horários e obrigações. Mas esse tempo correu, voou. Mas ainda pode ser vivido. Ainda podemos nos tornar campeões como Bolt, um pouco mais lentos do que os 9,58s, mas podemos correr para viver cada momento, cada canção, ver todos os horizontes, sorrir e gargalhar, perdoar aos que nos magoaram; podemos correr para errar menos, correr para ajudar no que puder e, principalmente, correr para não parar.

1 de setembro de 2009

Casal é tudo igual...

Ele: - Alô?
Ela: - Pronto.

Ele: - Voz estranha... Gripada?
Ela: - Faringite.

Ele: - Deve ser o sereno. No mínimo tá saindo todas as noites pra badalar .
Ela: - E se estivesse? Algum problema?

Ele: - Não, imagina! Agora, você é uma mulher livre.
Ela: - E você? Sua voz também está diferente. Faringite?

Ele: - Constipado.
Ela: - Constipado? Você nunca usou esta palavra na vida...

Ele: - A gente aprende.
Ela: - Tá vendo? A separação serviu para alguma coisa.

Ele: - Viver sozinho é bom. A gente cresce.
Ela: - Você sempre viveu sozinho. Até quando casado só fez o que quis.

Ele: - Maldade sua, pois deixei de lado várias coisas quando a gente se casou.
Ela: - Evidente! Só faltava você continuar rebolando nas discotecas com as amigas.

Ele: - Já você não abriu mão de nada. Não deixou de ver novela, passear no shopping, comprar jóias, conversar o telefone com as amigas durante horas...... (Silêncio)
Ela: - Comprar jóias? De onde você tirou essa idéia? A única coisa que comprei em quinze anos de casamento foi um par de brincos.

Ele: - Quinze anos? Pensei que fosse bem menos.
Ela: - A memória dos homens é um caso de polícia!

Ele: - Mas conversar com as amigas no telefone...
Ela: - Solidão, meu caro, cansaço... Trabalhar fora, cuidar das crianças e ainda preparar o jantar para o HERÓI que chega à noite... Convenhamos, não chega a ser uma roda-gigante de emoções...

Ele: - Você nunca reclamou disso.
Ela: - E você me perguntou alguma vez?

Ele: - Lá vem você de novo... As poucas coisas que eu achava que estavam certas... Isso também era errado!?
Ela - Evidente, a gente não conversava nunca...

Ele: - Faltou diálogo, é isso? Na hora, ninguém fala nada. Aparece um impasse e as mulheres não reclamam. Depois, dizem que faltou diálogo. As mulheres são de Marte.
Ela: - E vocês são de Saturno! Silêncio...

Ele: - E aí, como vai a vida?
Ela: - Nunca estive tão bem. Livre para pensar,ninguém pra me dizer o que devo fazer...

Ele: - E isso é bom?
Ela: - Pense o que quiser, mas quinze anos de jornada são de enlouquecer qualquer uma.

Ele: - Eu nunca fui autoritário!
Ela: - Também nunca foi compreensivo!

Ele: - Jamais dei a entender que era perfeito. Tenho minhas limitações como qualquer mortal..
Ela: - Limitado e omisso como qualquer mortal.

Ele: - Você nunca foi irônica.
Ela: - Isso a gente aprende também..

Ele: - Eu sempre te apoiei.
Ela: - Lógico. Se não me engano foi no segundo mês de Casamento que você lavou a única louça da tua vida. Um apoio inestimável... Sinceramente, eu não sei o que faria sem você? Ou você acha que fazer vinte caipirinhas numa tarde para um bando de marmanjos que assistem ao jogo da Copa do Mundo era realmente o meu grande objetivo na vida?

Ele: - Do que você está falando?
Ela: - Ah, não lembra?

Ele: - Ana, eu detesto futebol.
Ela: - Ana!? Esqueceu meu nome também? Ciro,você ficou louco?

Ele: - Ciro? Meu nome é Ronaldo! ....(Silêncio...)
Ele: - De onde está falando?


Ela: - 578 9922
Ele: - Não é o 579 9222?

Ela: - Não.
Ele: - Ah, desculpe, foi engano.
Luiz Fernando Veríssimo

29 de agosto de 2009

12 conselhos para ter um infarto feliz

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias;

2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos;

3.
Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde;

4
. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem;

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.;

6.
Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes;

7.
Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando
bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro;

8.
Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro;

9.
Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo;

10.
Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estomago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo;

11.
Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12.
E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.

27 de agosto de 2009

Orações Insubordinadas - aforismos de escárnio e maldizer

( O estranho mundo de Carlos Castelo)

Máxima, sentença, adágio, apotegma. Esses termos meio vetustos servem para descrever um dos mais ilustres gêneros literários: o aforismo – ou seja, a frase curta, a tirada de espírito, cheia de agudeza e ironia. Dos epigramas de Marcial, na Antigüidade latina, às reflexões do Oráculo Manual do barroco Baltazar Gracián ou dos moralistas franceses (Pascal, La Bruyère, Chamfort), as formas breves criaram uma tradição que, durante o romantismo, com Novalis e Schlegel, virou “estética do fragmento”.

No Brasil, modernistas como Murilo Mendes (em O Discípulo de Emaús) e Aníbal Machado (em Cadernos de João) se revelaram aforistas de primeira linha, à altura dos maiores cultores do gênero, como o espanhol Ramón Gómez de la Serna, o austríaco Karl Kraus e o romeno Emil Cioran.
Aforismos mostram o avesso do avesso das coisas, são clichês em negativo, antídotos contra o senso-comum e o pedantismo.

Por isso não se confundem com provérbios da sabedoria popular ou com as frases feitas de salão citadas entre “bocejos de enfado”. Essa expressão, aliás, foi cunhada por Machado de Assis justamente num capítulo de Memórias Póstumas de Brás Cubas composto só de fragmentos, apresentados comicamente como “bocejos de enfado” que poderiam “servir de epígrafe a discursos sem assunto”: “Matamos o tempo; o tempo nos enterra” ou “antes cair das nuvens do que de um terceiro andar” são alguns dos epigramas satíricos do narrador defunto.

Machado enxergou o poder desconcertante das formas breves. Vários diálogos e comentários dos narradores de Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas encerram frases cheias de bossa e paradoxo, que poderiam ser isoladas e lidas como sentenças escritas “com a pena da galhofa e a tinta da melancolia”.

Ao mesmo tempo, como caricaturista de nossa vocação bacharelesca, ele bem sabia que, uma vez transformado em bordão, o aforismo se enrijece e vira símbolo de afetação. “No fundo, o que um aforismo mais odeia é converter-se em citação”, escreve o espanhol (radicado no Rio de Janeiro) Adolfo Montejo Navas, poeta, crítico de arte e autor do livro de aforismos Pedras Pensadas (também publicado pela Ateliê).

E se hoje muitas das frases de Sêneca, Maquiavel e La Rochefoucauld servem de pretexto para ostentar erudição e desenvoltura social, nossos melhores aforistas são aqueles que rejeitam a machadiana “teoria do medalhão” (um saber postiço e vazio) e preferem a tirada sarcástica feita no calor da hora, a observação sobre situações concretas, revolvendo nosso ridículo e nossas pretensões.

No Brasil, já existe um gênero literário – a crônica – que trouxe a literatura para o rés-do-chão, fazendo da vida miúda sua matéria-prima e, da ironia, um modo de olhar as mazelas da comédia humana. Muito menos evidente é a linhagem dos autores que usam o aforismo para zombar e criticar com engenho e riso.

Entre os maiores estão Luis Fernando Verissimo – que não por acaso insere em várias de suas crônicas de jornal subseções com frases lapidares – e Millôr Fernandes – cuja principal antologia de fragmentos, Millôr Definitivo, tem um sugestivo subtítulo: A Bíblia do Caos (de fato, uma implacável reunião de aforismos sobre virtualmente todos os temas – costumes, sexo, política, economia, corrupção, arte, indústria cultural – da barafunda que nos cerca).

É nesse time que joga o compositor, publicitário e escritor Carlos Castelo, autor de Orações Insubordinadas. Aqui também o subtítulo é eloquente: Aforismos de Escárnio e Maldizer. Castelo não faz máximas com pretensões universalizantes, não quer nos revelar verdades sobre a humaine condition (à maneira dos moralistas franceses) ou criar uma forma de exprimir, pelo recurso ao fragmento, nossa alienação em relação à totalidade etc. etc.

Aliás, Castelo talvez ache que todo palavrório teórico não passa de uma baita empulhação – ou simplesmente frescura. Mas, convenhamos, alguém que escolhe um subtítulo que remete à tradição ibérica das “cantigas de escárnio e maldizer” não pode reclamar de lhe quererem descobrir referências cultas debaixo do tom trocista.

Quem conhece o trabalho de Carlos Castelo como letrista do conjunto Língua de Trapo (no qual assina as músicas como Carlos Melo) sabe que a esculhambação e o humor dessas letras estão cheias de menções que exigem ouvintes com um mínimo de repertório. Basta um exemplo: no “Samba-enredo da TFP” – sátira à “Tradição, Família e Propriedade”, uma das mais obtusas e arcaicas instituições da Pindorama –, ele diz que o fundador do movimento “lia Mein Kamf no banheiro” (referência ao livro Minha Luta, de Hitler), faz um breque que cita o monsenhor Marcel Lefebvre (ícone do conservadorismo católico francês) e a poesia de Ezra Pound (vanguardista norte-americano que aderiu ao regime de Mussolini) – para finalizar com o verso genial: “E hoje, sou fascista na avenida”, impagável e grotesca imagem do líder da TFP evoluindo como passista de escola de samba...

Em Orações Insubordinadas, a toada é a mesma, agora não mais tendo como pano de fundo o regime militar da época em que surgiu o Língua de Trapo, mas os neoconservadores que, sob legendas partidárias de esquerda, perpetuam o imobilismo do país – como no aforismo que abre o livro parodiando um surrado tema da sociologia brasileira: “Nosso maior problema é essa mistura do público com a privada.”

Alguns temas são recorrentes, como o contraste entre o discurso triunfalista da nacionalidade e a corrupção e o autoritarismo reinantes (“Brasil sonha ser a fazenda do mundo. Capataz e coronel não faltam.”) – e o mesmo se aplica ao alegre conformismo que a cultura popular, em especial a música e os programas de TV, tenta nos incutir (“Fora essa sensação de caos, desesperança e desgoverno, até que vamos indo muito bem.”)

Em outros momentos, Castelo trata de fenômenos bem mais recentes, como a internet, a questão ambiental (e os eco-chatos), o narcotráfico, o mundo das celebridades, a explosão da pornografia (“Aí a atriz pornô falou: ‘Você está gozando na minha cara, é?’”) e dos fundamentalismos (“A maioria dos governos muçulmanos aboliu o direito de ir e rir.”).

Por trás de seus jogos de palavras com ditos e provérbios, de suas inversões do senso-comum, há referências a autores e obras que já foram incorporados ao linguajar corrente, como no aforismo “A Revolução só acontecerá quando os miseráveis perceberem que não têm mais nada a perder” – que ecoa a frase final do Manifesto Comunista, em que Marx e Engels dizem que os proletários não têm nada a perder, “a não ser os grilhões”. E se não cai na esparrela da militância de fachada, Castelo tampouco deixa de cutucar a embromação marqueteria que tenta limpar a barra de banqueiros e empresários: “Pior que rico com consciência social só milionário apoiando ONG”; “Filantropo é um milionário com sentimento de culpa”.

Queria terminar essa apresentação com um aforismo clássico, o lema “castigat ridendo mores”, para dizer que o humor desse livro corrige nossos piores hábitos fazendo rir deles – mas aí fiquei imaginando o Castelo, incrédulo, franzindo a sobrancelha diante do latinório pomposo.

Afinal, o que o coloca no distinto rol de Millôr e Verissimo é justamente a linguagem desinflada, a piada desentranhada da fala da rua e da retórica oficialesca, em suma, o faro para o cômico e para as contradições do presente – satirizados na linguagem do presente. Se bem que, do jeito que a coisa vai, os temas de Orações Insubordinadas tendem a se perpetuar – o que mostra que esses “desaforismos” tão atentos ao que é imediato têm tudo para continuar valendo por mais algumas décadas...

30 de abril de 2009

Obrigado pela indicação!



22 de fevereiro de 2009

O mundo sem as mulheres

O cara faz um esforço desgraçado para ficar rico pra quê? 
O sujeito quer ficar famoso pra quê? 
O indivíduo malha, faz exercícios pra quê? 
A verdade é que é a mulher o objetivo do homem. 
Tudo que eu quis dizer é que o homem vive em função da mulher. 
Vivem e pensam em mulher o dia inteiro, a vida inteira. 
Se a mulher não existisse, o mundo não teria ido pra frente. 
Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro homem, para conquistar sujeito igual a ele, de bigode e tudo. 
Um mundo só de homens seria o grande erro da criação. 
Já dizia a velha frase que 'atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher'. 
O dito está envelhecido. Hoje eu diria que 'na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher'. 
É você, mulher, quem impulsiona o mundo. 
É você quem tem o poder, e não o homem 
É você quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme a ser visto, o local das férias. 
Bendita a hora em que você saiu da cozinha e, bem-sucedida, ficou na frente de todos os homens. 
E, se você que está lendo isto aqui for um homem, tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher. 
Aí na sua casa, onde você trabalha, na rua. Só homens. 
Já pensou? 
Um casamento sem noiva? 
Um mundo sem sogras? 
Enfim, um mundo sem metas.

8 de fevereiro de 2009


Prêmo: Esse blog é estranho!

Regras: 1- Exibir a imagem do "Prêmio esse Blog é Estranhu"
2- Exibir as regras
3- Digitar por que o seu Blog é Estranhu
4- Colocar a sua matéria preferida de cada Blog
      5- Repassar para 5 Blogs
      6- Avisar todos esses Blogs que receberam o prêmio

3- Meu blog é estranho pois quem daria um nome de "Fogassa" para o blog? hehe

5- Blogs aos quais irei repassar o prêmio:
http://acordapravidah.blogspot.com  - "Videogame, uma paixão antiga"
http://ensinar-projetodevida.blogspot.com - "Novas ideias ( sem acento) e velhas idéias ( com acento)"
http://kellycampos.blogspot.com - "Não deixe o amor passar"






Selo: Olha que blog Maneiro!

Regras: 1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro”. / 2- Poste o link do blog que te indicou. / 3- Indique 10 blogs de sua preferência e avise seus indicados. - / 4 -Publique as regras. / 5- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras. / 6- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dosblogs indicados para vericação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro dealguns dias você receberá 1 caricatura em P&B. / 7- Só vale se todas as regras acima forem seguidas.


Blogs indicados:

http://angelikinh.blogspot.com/ - Angélica Abdon 

http://eumeamovouemagrecer.blogspot.com/ - Amanda

http://anitazinha.blogspot.com/ - Anita

http://blogestranhu.blogspot.com/ - Muca

http://be-bopalula.blogspot.com/ - Nayara

http://ofantasticofuscaverde.blogspot.com/ - Vitor Martins

http://contosdamary.blogspot.com/ - Mary Machareth

http://tudehistoria.blogspot.com/ - "Opiniões diferentes, para pessoas diferentes."

http://vidatantan.blogspot.com/ - Rafaela

http://exoticlic.blogspot.com/ "Aprove ou desaprove minha bagunça..."

obs: Galera, postar 10 links dá trabalho. Então, quem não tiver a fim de pegar a caricatura não precisa postar todos os 10 links nao... Postem menos... Mas se forem passar o selo pra alguém, avise que pra ganhar a caricatura tem que passar pra 10 links.... e assim sucessivamente !! Abraçoss!!


17 de janeiro de 2009

Exigências da Vida Moderna

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro. 
E uma banana pelo potássio. 
E também uma laranja pela vitamina C. 
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo. 
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão). 
Cada dia uma Aspirina, previne infarto.Uma taça de vinho tinto também. 
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.  
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem. 
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.

Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra. 
Fibra suficiente para fazer um pullôver. 
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia. 
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax. 
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia. 
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma. 
Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. 
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma). 

E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando. 
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações. 
Ah! E o sexo.
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina.
Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. 
Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta são 29 horas por dia. 
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos e seus pais. 
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher. 
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro. 
E já que vou, levo um jornal...
Tchau....
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.

Luís Fernando Veríssimo

Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

As regras do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em 1990, e que entram em vigor no Brasil a partir de janeiro de 2009, vão afetar principalmente o uso dos acentos agudo e circunflexo, do trema e do hífen. Cuidado: segundo elas, você não poderá mais escrever que foi mordido por uma jibóia, e sim por uma jiboia. 
Aquela sua boa idéia será má ideia, porque é assim, sem o danado do acento agudo, que você deve passar a escrever a palavra. Achou tudo uma feiura? Será que você vai aguentar tanta mudança? 
Mas pode ficar tranquilo. Se você estiver lendo esta postagem e, por acaso já pirar com as regras, você terá um tempo para se acostumar com o Acordo assinado pelo Lula. Segundo o Ministério da Educação, haverá um prazo de transição até o fim de 2012, em que ambas grafias serão aceitas em todos os oito países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). São eles: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe. (Ufa!) 
Uma boa ideia, no entanto, é já recorrer aos guias e aos livros que nos auxiliam a entender  o que mudou. Não se pode entender o acordo como uma proposta de simplificação, mas sim de unificação ortográfica .
Para que fosse possível, foi necessário que o Brasil e Portugal abrissem mão de convicções. O Brasil abriu mão do circunflexo e agudos, em alguns casos, e sobretudo do trema. Portugal, por sua vez, abriu mão do 'p' de adoptar e do 'c' de direcção."  

As regras do novo acordo quanto ao uso dos acentos circunflexo e agudo, ou à eliminação do trema, são bem claras? Até que sim. Não será preciso nenhum esforço heroico para colocá-las em prática? Quem viver verá. Já o hífen, um enjoo para quem precisa seguir regras, continuará a ser o calcanhar de Aquiles -e não mais calcanhar-de-aquiles, a propósito- de qualquer um. 

Por fim, esse papo dos governantes de unificar a Língua Portuguesa para haver projeção internacional para mim é errado.  A língua que tem maior projeção internacional, o inglês, apresenta inúmeras diferenças entre a língua falada na Inglaterra e a falada nos Estados Unidos.
Para que nós, lusofonos, tenhamos mais projeção, devemos nos preocupar com uma educação séria, não modificar e/ou unificar as regras de acentuação. Temos que nos dedicar a compreender as diferenças e nos fazer entender dentro de nossas realidades. Não basta leis, precisamos de exemplos.
Agora vamos dizer que quando os brasileiros pegam um texto com a grafia “acção” eles não entendem que está escrito “ação” ou que quando um português lê um texto brasileiro “úmido” ele não entende “húmido” ? Isto é hipocrisia, nos fazemos entender sim. Gostaria muito que os governantes tivessem maior interesse nas mudanças políticas, de seus atos e deixassem que as normas técnicas ortográficas tivessem tempo de se acomodar na mente dos falantes. No Brasil há muitas pessoas que ainda não se acostumaram com as últimas mudanças ortograficas de 1970. Gostaria muito que o Brasil não ratificasse este acordo. Ratificasse sim, um acordo de conduta séria, de não corrupção. Que a língua é algo vivo, todos nós sabemos. Contudo, estas mudanças não têm propósitos justos. Vamos cada um viver nossas diferenças!


16 de janeiro de 2009

Se os times fossem bandas...

Grêmio = Sepultura. Um de nossos sucessos internacionais. Mas na terra do molejo e do samba faceiro - exceção feita ao seu público fiel - muitos acham que eles pegam pesado demais.

Corinthians = Michael Jackson. Um dos mais populares da história, envolveu-se em escândalos e até mudou de cor. Têm apostado em criancinhas como Lulinha e Dentinho.

Palmeiras = Aerosmith. A banda tem enorme tempo de estrada. Mas suas músicas só atingem o estrelato quando faz alguma parceria.

São Paulo = Queen. Já foi eleita a melhor do mundo uma quantidade de vezes. E um dos seus integrantes é assumidamente homossexual.

Santos = Beatles. Nos anos 60, não tinha pra ninguém, até hoje é lembrado no mundo inteiro pelos sucessos de 40 anos atrás.

Vasco = Oasis. Banda de qualidade e importância inquestionáveis. Todo mundo quer gostar dela quando ouve, mas a imagem do líder Euricão Gallagher faz muita gente sentir aversão.

Internacional = Led Zeppelin. Reinou nos anos 70 e morreu nos 80. Seus líderes conseguiram juntar os cacos e voltar nos anos 2000, com uma inesquecível turnê mundial.

Atletico MG = Raul Seixas. Mesmo sem ter alcançado o estrelato tantas vezes, conseguiu se consolidar como um dos artistas mais populares do país. Seus fãs são tão apaixonados que tem fama de malucos.

Fluminense = Titãs. Banda charmosa e simpática. No Brasil, é querida por muitos. O problema é que ninguém nunca ouviu falar fora de nossas fronteiras.

Botafogo = Rolling Stones. Seria o maior da década de 60, se não houvesse um rival mais popular… Teve seu Satisfaction em Garrincha. Há alguns anos retomou o rumo e está feliz da vida.

Cruzeiro = Paralamas do Sucesso. Na América do Sul é respeitado e campeão de vendas. Mas quando participa de um festival com bandas européias é café com leite.

Flamengo = Jorge Ben Jor. Há muito tempo não produz um grande sucesso, mas é incrível como segue popular e nunca sai da moda.

= Fonte: Comunidades do orkut ^^