17 de janeiro de 2009

Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

As regras do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em 1990, e que entram em vigor no Brasil a partir de janeiro de 2009, vão afetar principalmente o uso dos acentos agudo e circunflexo, do trema e do hífen. Cuidado: segundo elas, você não poderá mais escrever que foi mordido por uma jibóia, e sim por uma jiboia. 
Aquela sua boa idéia será má ideia, porque é assim, sem o danado do acento agudo, que você deve passar a escrever a palavra. Achou tudo uma feiura? Será que você vai aguentar tanta mudança? 
Mas pode ficar tranquilo. Se você estiver lendo esta postagem e, por acaso já pirar com as regras, você terá um tempo para se acostumar com o Acordo assinado pelo Lula. Segundo o Ministério da Educação, haverá um prazo de transição até o fim de 2012, em que ambas grafias serão aceitas em todos os oito países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). São eles: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe. (Ufa!) 
Uma boa ideia, no entanto, é já recorrer aos guias e aos livros que nos auxiliam a entender  o que mudou. Não se pode entender o acordo como uma proposta de simplificação, mas sim de unificação ortográfica .
Para que fosse possível, foi necessário que o Brasil e Portugal abrissem mão de convicções. O Brasil abriu mão do circunflexo e agudos, em alguns casos, e sobretudo do trema. Portugal, por sua vez, abriu mão do 'p' de adoptar e do 'c' de direcção."  

As regras do novo acordo quanto ao uso dos acentos circunflexo e agudo, ou à eliminação do trema, são bem claras? Até que sim. Não será preciso nenhum esforço heroico para colocá-las em prática? Quem viver verá. Já o hífen, um enjoo para quem precisa seguir regras, continuará a ser o calcanhar de Aquiles -e não mais calcanhar-de-aquiles, a propósito- de qualquer um. 

Por fim, esse papo dos governantes de unificar a Língua Portuguesa para haver projeção internacional para mim é errado.  A língua que tem maior projeção internacional, o inglês, apresenta inúmeras diferenças entre a língua falada na Inglaterra e a falada nos Estados Unidos.
Para que nós, lusofonos, tenhamos mais projeção, devemos nos preocupar com uma educação séria, não modificar e/ou unificar as regras de acentuação. Temos que nos dedicar a compreender as diferenças e nos fazer entender dentro de nossas realidades. Não basta leis, precisamos de exemplos.
Agora vamos dizer que quando os brasileiros pegam um texto com a grafia “acção” eles não entendem que está escrito “ação” ou que quando um português lê um texto brasileiro “úmido” ele não entende “húmido” ? Isto é hipocrisia, nos fazemos entender sim. Gostaria muito que os governantes tivessem maior interesse nas mudanças políticas, de seus atos e deixassem que as normas técnicas ortográficas tivessem tempo de se acomodar na mente dos falantes. No Brasil há muitas pessoas que ainda não se acostumaram com as últimas mudanças ortograficas de 1970. Gostaria muito que o Brasil não ratificasse este acordo. Ratificasse sim, um acordo de conduta séria, de não corrupção. Que a língua é algo vivo, todos nós sabemos. Contudo, estas mudanças não têm propósitos justos. Vamos cada um viver nossas diferenças!


1 comentários:

Aninha disse...

eeeu pegueei esse textoo pro meu traabalho ;X

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