25 de setembro de 2009

Resposta do Rubinho



Emocionante...

12 de setembro de 2009

Corrida de Obstáculos

Estou impressionado com o fenômeno Usain Bolt, que correu 100 metros em 9,58s , desafiando os limites do ser humano. Só para efeitos de comparação, pessoas normais como nós, fariam o mesmo trajeto em 20 ou 25 segundos, não sei. Todos nós merecemos uma medalha de ouro olímpica todos os dias. Há alguns verbos que resumem a existência do homem sobre a Terra, como poder, querer, saber... E nos dias de hoje, um deles é correr. Porque nos tornamos todos uma espécie de Usain Bolt, à paisana. Não importa a situação. Corremos todos os dias. De manhã bem cedo corremos para nos arrumar, depois para não perder o horário do trabalho; corremos mesmo parados no trânsito, no metrô. Corremos para concluir as tarefas do dia e, no final do expediente, corremos para não perder o horário da aula na faculdade. Corremos quando a porta do elevador já está se fechando, afinal o próximo só sobe daqui 3 minutos; corremos da chuva que, com esse buraco na camada de ozônio, de repente transforma em caos um dia que parecia esplendoroso. Corremos dos juros, dos ladrões no farol, dos impostos, dos motoboys. Corremos dos fiscais, dos políticos e, porque não, dos chatos. Enfim, correr, correr. Mesmo que a vida pareça uma corrida de obstáculos, não somos pessimistas! É só lembrar que um dia lá pra trás a gente correu jogando bet, futebol, tudo sem se preocupar com horários e obrigações. Mas esse tempo correu, voou. Mas ainda pode ser vivido. Ainda podemos nos tornar campeões como Bolt, um pouco mais lentos do que os 9,58s, mas podemos correr para viver cada momento, cada canção, ver todos os horizontes, sorrir e gargalhar, perdoar aos que nos magoaram; podemos correr para errar menos, correr para ajudar no que puder e, principalmente, correr para não parar.

1 de setembro de 2009

Casal é tudo igual...

Ele: - Alô?
Ela: - Pronto.

Ele: - Voz estranha... Gripada?
Ela: - Faringite.

Ele: - Deve ser o sereno. No mínimo tá saindo todas as noites pra badalar .
Ela: - E se estivesse? Algum problema?

Ele: - Não, imagina! Agora, você é uma mulher livre.
Ela: - E você? Sua voz também está diferente. Faringite?

Ele: - Constipado.
Ela: - Constipado? Você nunca usou esta palavra na vida...

Ele: - A gente aprende.
Ela: - Tá vendo? A separação serviu para alguma coisa.

Ele: - Viver sozinho é bom. A gente cresce.
Ela: - Você sempre viveu sozinho. Até quando casado só fez o que quis.

Ele: - Maldade sua, pois deixei de lado várias coisas quando a gente se casou.
Ela: - Evidente! Só faltava você continuar rebolando nas discotecas com as amigas.

Ele: - Já você não abriu mão de nada. Não deixou de ver novela, passear no shopping, comprar jóias, conversar o telefone com as amigas durante horas...... (Silêncio)
Ela: - Comprar jóias? De onde você tirou essa idéia? A única coisa que comprei em quinze anos de casamento foi um par de brincos.

Ele: - Quinze anos? Pensei que fosse bem menos.
Ela: - A memória dos homens é um caso de polícia!

Ele: - Mas conversar com as amigas no telefone...
Ela: - Solidão, meu caro, cansaço... Trabalhar fora, cuidar das crianças e ainda preparar o jantar para o HERÓI que chega à noite... Convenhamos, não chega a ser uma roda-gigante de emoções...

Ele: - Você nunca reclamou disso.
Ela: - E você me perguntou alguma vez?

Ele: - Lá vem você de novo... As poucas coisas que eu achava que estavam certas... Isso também era errado!?
Ela - Evidente, a gente não conversava nunca...

Ele: - Faltou diálogo, é isso? Na hora, ninguém fala nada. Aparece um impasse e as mulheres não reclamam. Depois, dizem que faltou diálogo. As mulheres são de Marte.
Ela: - E vocês são de Saturno! Silêncio...

Ele: - E aí, como vai a vida?
Ela: - Nunca estive tão bem. Livre para pensar,ninguém pra me dizer o que devo fazer...

Ele: - E isso é bom?
Ela: - Pense o que quiser, mas quinze anos de jornada são de enlouquecer qualquer uma.

Ele: - Eu nunca fui autoritário!
Ela: - Também nunca foi compreensivo!

Ele: - Jamais dei a entender que era perfeito. Tenho minhas limitações como qualquer mortal..
Ela: - Limitado e omisso como qualquer mortal.

Ele: - Você nunca foi irônica.
Ela: - Isso a gente aprende também..

Ele: - Eu sempre te apoiei.
Ela: - Lógico. Se não me engano foi no segundo mês de Casamento que você lavou a única louça da tua vida. Um apoio inestimável... Sinceramente, eu não sei o que faria sem você? Ou você acha que fazer vinte caipirinhas numa tarde para um bando de marmanjos que assistem ao jogo da Copa do Mundo era realmente o meu grande objetivo na vida?

Ele: - Do que você está falando?
Ela: - Ah, não lembra?

Ele: - Ana, eu detesto futebol.
Ela: - Ana!? Esqueceu meu nome também? Ciro,você ficou louco?

Ele: - Ciro? Meu nome é Ronaldo! ....(Silêncio...)
Ele: - De onde está falando?


Ela: - 578 9922
Ele: - Não é o 579 9222?

Ela: - Não.
Ele: - Ah, desculpe, foi engano.
Luiz Fernando Veríssimo