22 de janeiro de 2010

Em 2010, mude.

Mude as coisas, os hábitos, os amores. mude. Mas comece devagar, porque direção é mais importante que a velocidade. Sente-se em outra cadeira, mude de mesa, procure andar pelo outro lado da rua, depois mude de caminho, ande por outras ruas, tire uma tarde inteira para dar uma volta no Ibirapuera, abra e feche as gavetas com a mão esquerda, fuja da televisão - isso não é mais novidade, durma mais tarde, aprenda uma palavra nova por dia, corrija a postura, experimente novos temperos, novas caipirinhas (como a de tangerina), busque novos amigos, tente novos amores, não ligue para a idade, apaixone-se por uma garota de 18, tome seu café e coma seu pão com manteiga em outra padaria, prefira outro creme dental, quebre seu despertador, vá a outros cinemas, visite meu blog, pense seriamente em mudar de emprego, leia mais, informe-se mais, seja criativo, tente gostar de sons novos, mude de penteado, veja tudo com outro olhar, ande de galocha - de repente chove, coma um sanduiche de pernil e um pastel de bacalhau no mercadão. Porém o mais importante de tudo é a mudança. A salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena. Mude e seja feliz.

11 de janeiro de 2010

Avatar, Avatar, Avatar!!

Ao voltar de um fim de semana diferente, o papo ficou mesmo na análise do filme Avatar, que assisti numa sessão às 22:30h de domingo.

Avatar é um bom filme? É. Deve ser visto? Sim. É o melhor filme do ano? Não. Mas é deslumbrante no seu visual, com efeitos especiais de arrepiar um frade, com 400 milhões de dólares gastos numa produção “titânica”. Só para lembrar que o diretor de Avatar (James Cameron) é o mesmo da tragédia “Titanic”, com bilheterias anormais.

Vai ganhar o Oscar de melhor filme? Provavelmente não. Mas as estatuetas em Hollywood já estão preparadas para os efeitos especiais, técnicas inovadoras do cinema, figurino, roteiros e muitos etc.

Você que ainda não viu, prepare-se.

Avatar é um mundo alienígena de James Cameron, você se enamora de sua floresta, cada planta, cada árvore parecem verdadeiramente brotadas de uma natureza de outro mundo. E esse outro mundo chama-se Pandora. E no ano de 2154, descobre-se que existe nesse planeta soberbas riquezas minerais que causam inveja a um grupo estrangeiro que invade o território e tenta destruir o povo da Na'vi, a raça inteligente do lugar, organizado de uma sociedade que parece uma amálgama de todas as grandes civilizações indígenas da Terra.

E quem é o herói da história? Chama-se Jack Suly, um fuzileiro naval paraplégico. E essa condição me desperta curiosidade em saber se de fato o ator na vida real é paraplégico ou não, pois suas cenas em que tenta se locomover são espantosamente dramáticas e perfeitas.

Em Avatar, Jack, ao receber a missão de se infiltrar em Pandora, tem seu corpo geneticamente mudado com seu DNA e o dos nativos; instantes de perplexidade na tela. Enfim, vá ver Jack Suly morder uma fruta típica de Pandora e apaixonar-se pela nativa Vi Neytiri. O amor não muda, seja lá em que planeta for.

Vamos ter Avatar 2? Pelo andar da bilheteria em todo mundo, sim.

Vá ver Avatar. O que dá pra dizer imediatamente após sair da sessão é: o próximo filme 3-D que eu for assistir, o diretor terá de esforçar-se e muito para igualar a experiência de Avatar...