16 de fevereiro de 2010

Será que você é uma pessoa paciente?

O trânsito de São Paulo tem razões que a própria razão desconhece. E diante deste relato do congestionamento nosso de cada dia, lanço uma pergunta: Será que você é uma pessoa paciente? Pensei... Se eu pudesse ir à farmácia comprar tabletes de paciência, tudo ficaria mais fácil. No carro ao lado, ouço palavrões e os xingamentos atingem toda a dinastia de certos políticos. Sem paciência, os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o grito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata; o marido, uma mala sem alça; a velha amiga, uma alça sem mala; o emprego, uma tortura; a escola, uma chatice. Até mesmo o Internet Banking demora a dar o saldo da conta. Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus. A paciência está em falta no mercado e, pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta. Pergunte para alguém, reconhecidamente ansioso, onde é que ele quer chegar, qual é a finalidade em sua vida. E surpreenda-se com a falta de metas, objetivos. E você também, leitor deste blog, evite o trânsito abominável. Até onde você quer chegar? Sair correndo tanto para quê? Por quem? Seu coração vai aguentar? Se você enfartar hoje, o mundo vai parar, a mega-sena deixará de ser sorteada? A empresa onde você trabalha vai acabar? Se você leu até aqui, respire fundo, acalme-se. O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o giro ao redor do sol com ou sem a sua paciência.

Cuidado com a fúria de um homem paciente e tente não perder a paciência.

Seja feliz.

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