11 de março de 2010

Gosto de gente amiga, que nos quer, apesar de nada.

A verdade é que existe hoje uma profunda irritação pelo excessivo uso do celular mal educado. O celular que se fala aos berros nos restaurantes... Ai que saudade daqueles tempos em que era tranquilo andar nas ruas à noite... Tenho saudades mesmo não tendo vivido nesse tempo... Não havia motoboy para assustá-lo no trânsito infernal, polícia era polícia e bandido era bandido... Bom, a Justiça era cega, hoje usa lente de contato. A buzina era um recurso para evitar acidentes, as famílias podiam ir sem riscos assistir a uma partida nos estádios de futebol. Hoje as torcidas se agridem e matam. Ninguém falava de silicone, botox, inundações. Os apartamentos construídos para famílias de classe média tinham espaço para os móveis. O beijo era uma intimidade, não um espetáculo. Hoje tem gente pondo dinheiro nas meias e gente pedindo esmola nos faróis de trânsito usando frases como essa: " Pelo leite que você mamou nas tetas da sua mãe, me ajuda. Para que Deus te abençõe, me ajuda." Enfim, você já é um adulto? Se for, pare de reclamar, pare de buscar o impossível, pare de exigir perfeição de si mesmo, pare de querer encontrar lógica para tudo, pare de contabilizar escândalos e simplesmente divirta-se. E como se divertir? Simples. Basta que gostemos de gente que tenha tempo para sorrir, repartir ternura. É bom e faz bem que gostemos de gente que acolhe, orienta, aconselha, gente de coração desarmado, sem olhos, sem preconceitos idiotas, sem inveja dos mais inteligentes. Gostemos de gente que erra e reconhece, cai e se levanta, apanha e assimila os golpes. Gostemos de gente que se emociona com uma crônica simples em um blog, que ri, que chora e que manda aquele abraço quando menos se espera. Eu gosto muito de gente assim, gente amiga, que nos quer, apesar de nada e tenha sensação que é desse tipo de gente que Deus também gosta. E não se esqueça nunca. Dois velhos e conhecidos amigos são: um cão velho e dinheiro à vista.